terça-feira, 11 de agosto de 2015
Saudades de Tudo
São tantas saudades... Saudades de momentos, pessoas, histórias, de quem merece, de quem não merece... De coisas que eu me arrependo, de coisas que eu talvez me arrependeria se não tivesse feito, de coisas que não voltarão... Será que voltarão? Engraçado, me sinto exatamente como quem tinha a minha idade atual, quem eu mais admirava quando era menor... Ela não é a mesma, para falar a verdade. Sinto falta dela, principalmente. Compartilhamos o que eu chamaria de sentimento único, pois nunca me abri tão facilmente com alguém que mal me entende antes. Acho até que ela sim me entendia, acho até que eu cresci como ela. Talvez não tão intensamente, mas que pensamos parecido. Mas sinto saudades disso, das nossas ideias e transformações. Ela me contava muita coisa, e eu acreditava que momentos como aquele não acabariam... Que tragédia.
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Não ver
Imagina não poder ver mais o que é bom, como seria ruim... Sai da rotina, apodrece a alma... Esquece... O engraçado vira sério, o que é forte fica fraco... As lágrimas correm, e tudo morre aos poucos no pensamento. Tudo vaga... Desocupa o coração, dá lugar ao vazio, à solidão... Gosto amargo na garganta, dor na consciência... O corpo fica pesado e a alegria leve, e de tão leve vai embora voando feito uma pena em busca de alguém menos frágil pra fazer feliz. Feliz enquanto dura, né... Enquanto dura.
Sim e não
Ser ou não ser importa e não importa, tudo depende de nada, nada depende de tudo... Te assusta? Te enjoa? Te revolta? Te domina? Não deixa. E se deixar? Bem, se deixar... desdeixa. Ou não, mas pelo menos pense nas coisas. Mesmo que te leve à loucura, é bom pelo menos ter tentado. u.u'
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Mamãe
Sabe, às vezes fico me imaginando vivendo. Mas vivendo mesmo, sabe? Uma vida bem diferente da sua. Não seguiria nem de longe os mesmos passos que você, nem mesmo por emergência. Queria até poder te ajudar, mas isso me daria tanto trabalho que tenho quase certeza de que seria em vão. Mas bem, meu futuro seria tão diferente a ponto de mudar minha aparência. Sua mente não é párea para minha inteligência avançada, sou uma Deusa a te derrubar. Pérgolas e Itaipavas serão derramados quando eu te mostrar, e você vai se arrepender... e espero que aprenda também. Se não aprende com seus erros, aprenda com o meu. Você mirou na criança errada e acertou, mas agora é a minha vez. Vou revidar, sem dó nem piedade. Prepare-se. Nessa guerra, lutamos pelo amor. Nossas armas não nos pertencem, e nossas falhas serão reveladas. A minha coragem, força de vontade e determinação vencerá sua falta de vergonha, fraqueza e depressão. Vou te livrar dessa maldade, meu amor... e espero que eu consiga. Eu te amo.
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Talvez seja algo
Como uma imagem desfigurada, um quebra cabeça com peças esparramadas... É assim que eu me vejo, assim que eu vejo o mundo. Somos o reflexo do que nós mesmos criamos, somos a criação do que nós mesmos invetamos. É tudo inventado, tão comum, tão... obscuro.
"Amiga"
Eu vi através dos seus olhos um mundo repleto das mesmices da vida... será que é isso que não se encaixa na nossa relação? Isso o que nós temos parece mais uma luta por baixo de lençóis. Será que você pensa de mim ao menos a metade do que eu penso de você? Ou será que eu deveria perguntar o contrário... Será que me ofende mentalmente? Será que gosta de mim? Não gosto do seu tom de voz, mas gosto do que suas ideias fúteis e infantis me fazem pensar sobre quando confio nas pessoas. Pessoas como você não merecem minha confiança, nem meu afeto e muito menos minha amizade, sabia? Mas o que importa, você não liga. Não leia isto.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
E se for?
Sentir falta é só mais uma tortura, se lembrar de momentos bons e saber que não voltarão é apenas mais um pesadelo. Esvaziar a mente e pensar apenas em coisas boas é uma dádiva, esquecer algo ou alguém é uma conquista da qual não nos orgulhamos justamente... eu acho...
Dúvidas
"E se um dia você se perguntou tanto qual é a razão de certas coisas e não achou a resposta, continue se perguntando. Se isso te perturbar, descanse um pouco e viva como se nada mais existisse, apenas coisas boas na mente e ao seu redor. Sinta o que quer ver, veja o que quer que seja real." Foi mais ou menos isso que ela me orientou, e eu acabei esquecendo. Como pude? Agora me perdi em soluções ineficazes... Acho que se não são eficazes, não são soluções, certo? São apenas respostas erradas. E me pergunto onde as achei, mas não consigo lembrar o caminho de volta. Fico indignada, e me entristeço. Aliás, me entristeço fácil até demais. Queria ser como meu irmão, fria, pelo menos na aparência. Mas então eu não seria mais a pessoa que sou agora, certo? Então acho que eu não queria. Apesar de querer mudar algumas coisas em mim... e apesar de não achar resposta para nada do que eu me pergunto. Essas respostas sempre me deixam com mais dúvidas do que eu tinha antes... como pode? Que chato. u.u'
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Ninguém Lá
"Naquele dia, você não estava lá. Ele não estava lá, ela não estava lá. Ninguém estava lá. Não tinha ninguém lá, eu estava sozinha. Estava sozinha comigo mesma, e é por isso que eu só confio em mim."
domingo, 17 de maio de 2015
Pensar Antes de Morrer
Vivemos tão pouco, e o pouco que vivemos não paramos e pensamos no tanto que podemos conquistar. Bens materiais não são grande coisa, e o conhecimento juntamente com tudo o que se adquire na vida um dia acaba... É frustrante pensar nisso, por isso é mais fácil não pensar. Mas pense, pra não dizer no fim que nunca pensou em nada. :p
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Verme
E então você chora de tanto egoísmo e tanta besteira pinicando em seu
ouvido, e você sabe que ele está doendo de tanto ouvir aquela voz que
deveria ser calada, pois ela consome toda a sua energia, sua carne, sua
alma. Você não aguenta mais conviver com esse peso, e já não é mais
possível se conformar com tanto ódio sendo atirado em forma de chuva
ácida em sua direção. Você deve fugir? Não há onde se esconder, não há
outra forma. Continuar assim, sendo consumido por um verme gigante
e constrangedor? Você está certo, ele está errado, mostre a ele. Vamos,
faça algo. Você percebe que não consegue fazer algo porque seu corpo e
sua alma estão dormentes, esse verme gigante te deixou indefeso e
paralisado de tanto veneno correndo em suas veias. Você é vergonhoso e
está com sérios problemas mentais, físicos e sentimentais. Você está
sozinho, e ninguém pode te ajudar. Você está sozinho... Eu estou
sozinha...
terça-feira, 3 de março de 2015
Meu anjo, meu pai...
Meu anjinho, aquele que me criou, me protegeu das maldades do mundo e me deu todo o amor que podia... todos os dias eu peço aos céus para que te dê toda a saúde que você me fez ter, e que te traga logo para casa, ou que te guie pelo caminho da paz do espírito para aquele mundo cujo não conhecemos muito se for necessário, mas que não sofra mais, pois meu coração se aperta só de pensar em quanto tempo já estás onde está e sei que o seu também... Meu amor por ti é o mesmo que recebi durante todos esses anos, desde quando me chamava de "minha princesinha" até agora mesmo, quando diz que sente saudades de mim... e ele nunca morrerá, apenas crescerá conforme eu me lembre das boas lembranças que tenho contigo e o quão você é e sempre será especial para mim... Te amo... muito mesmo... ♥
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
O Mendigo
No outro dia, enquanto esperava pelo ônibus em um ponto perto de
casa, olhei para trás e percebi que um mendigo caminhava em minha
direção. Como faço com todas as pessoas que se aproximam e que eu não
conheço, comecei a ficar nervosa. Ele andava lentamente, e passou por
mim de longe. Tentei imaginar o que pensava, se ele procurava a razão de
estar naquele estado, todo sujo e com garrafas pets penduradas no ombro
e dentro de um grande saco de batata, se queria descobrir o que
aconteceria se os trocados que ele arrumasse acabassem, se morreria de
fome ou se alguém, provavelmente algum preconceituoso,
atearia fogo nele. Crianças passaram ao lado dele, sem medo, e ele as
observou. Imagino que tenha sentido algo em seu coração por ver aqueles
rostos tão saudáveis e felizes. Logo depois, ele achou algo no chão e
catou, algo parecido com uma moeda. Me lembrei de quando minha mãe disse
que os mendigos geralmente gastam o dinheiro que conseguem com bebidas
em botecos, e por isso continuam mendigos pelo resto de suas vidas. Mas,
por que alguém iria querer viver assim? Por que ele não trabalha? Por
que não se esforça para comprar algo para comer e ficar pelo menos mais
saudável, ou menos desnutrido? Talvez porque ele não teve influência
suficiente em sua adolescência, e por isso não completou os estudos e
não teve um emprego onde pudesse se estabelecer. Ou talvez, ele nunca
tivesse começado a estudar... O problema das pessoas que julgam é que
elas não buscam o porquê, apenas julgam. É fácil chamar alguém de
maconheiro, traficante, bandido, prostituta, ou qualquer outra coisa que
a sociedade tenha preconceito com um olhar negativo, mas difícil achar
alguém que procure os motivos pelos quais essa pessoa vive nessas
condições. Pensar não custa nada...
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Dois jovens se encontraram em uma rua deserta, aproximadamente às 23:30, quando a menina, de longe, grita:
- Me desculpa!
As coisas não eram assim há uma semana atrás.
Uma Semana Atrás
Em um um dia calmo e ensolarado, uma jovem chamada Lucy se arruma em seu quarto meio bagunçado para ir à escola. Assim que termina, passa correndo pela cozinha e sai pela porta dos fundos. Sua mãe grita:
- Lucy, não vai tomar seu café?
- Não, mãe! - responde Lucy, cada vez mais longe - Estou atrasada!
Sua mãe sabia que ainda faltavam muitos minutos para a aula, mas preferiu fingir que não sabia, só dessa vez.
Encontrando sua amiga de infância Jade no ponto de ônibus, de repente ficou tímida. Percebeu, então, que o motivo era apenas o garoto mais gatinho do segundo ano caminhando em sua direção.
- Olá, Jade. - disse o menino.
- Ah, olá Jhony. Essa é a minha amiga, Lucy. - respondeu Jade.
- P-prazer em c-conhecê-lo... - disse Lucy, gaguejando muito e com as mãos bem trêmulas.
- Oi. Bem, Jade... Qual será a sua primeira aula? - disse Jhony, ignorando um pouco a pobre Lucy.
Jade percebeu que sua amiga não se sentiu muito bem com aquela resposta, então fez uma cara feia ao se virar para Jhony e disse:
- Qual é o seu problema? Não consegue ser gentil quando conhece alguém? Sei que não é a primeira vez que isso acontece. E me responda, estou falando com você!
Ao perceber a expressão no rosto de Jhony e seu olhar fixo em direção à Lucy, também se surpreendeu ao olhar para trás. Não havia mais ninguém no ponto, e eles perderam o ônibus que demorava horas a passar.
Chegando na escola, Jade ainda furiosa com Jhony, correu para falar com Lucy.
- Lucy! Está tudo bem, amiga?
- Eu estou bem, Jah... Não se preocupe. - respondeu Lucy com a cabeça baixa e os olhos cheios de lágrimas.
- Ah, Luh... Não fique assim! Ele é só um idiota que você teve o azar de se apaixonar. Não ligue para ele, você vale mais do que isso!
Como sempre, Jade assumiu seu papel de melhor amiga e passou a manhã consolando Lucy. Porém, as duas sabiam que isso, no fundo, não era realmente necessário. Lucy era uma garota realmente forte e superou quase que facilmente a morte de seu pai, Augusto. Por que não suportaria algo bobo como gostar de um garoto? Talvez porque ele era seu primeiro amor, mas isso não parecia deixá-la menos forte.
Após a escola, Lucy foi para casa meio atormentada. Teve um dia difícil, pois para uma garota não é tão fácil ser "meio ignorada" pelo primeiro amor e depois se concentrar na prova de Química. Apesar de estar no primeiro ano, a professora era bem rigorosa.
Após se distanciar da escola e de alguns alunos que saíam dela na hora da saída, passando por um tipo de beco largo, Lucy foi surpreendida.
- Olá. - uma voz meio familiar e baixa surgiu do nada.
- Hã? Quem...
Quando se virou, seus olhos se encontraram. Sim, Jhony havia seguido Lucy desde que saíram da escola.
- O-o que v-você quer?... - perguntou Lucy bem assustada.
- Calma, eu só queria pedir desculpas. Eu lhe tratei mal, e estou arrependido. - disse Jhony, forçando a voz.
- Sei... Não me parece tão arrependido... - respondeu Lucy, com um tom de ironia.
Jhony olhou fixamente em seus olhos com uma expressão de raiva, segurou seu braço e disse:
- Olha aqui, eu só estou fazendo isso porque a Jade me pediu! Eu não ligo para o que você achou da minha resposta... Esse sou eu e ponto final! Apenas aceite as minhas desculpas e vamos acabar logo com isso.
- Me desculpa!
As coisas não eram assim há uma semana atrás.
Uma Semana Atrás
Em um um dia calmo e ensolarado, uma jovem chamada Lucy se arruma em seu quarto meio bagunçado para ir à escola. Assim que termina, passa correndo pela cozinha e sai pela porta dos fundos. Sua mãe grita:
- Lucy, não vai tomar seu café?
- Não, mãe! - responde Lucy, cada vez mais longe - Estou atrasada!
Sua mãe sabia que ainda faltavam muitos minutos para a aula, mas preferiu fingir que não sabia, só dessa vez.
Encontrando sua amiga de infância Jade no ponto de ônibus, de repente ficou tímida. Percebeu, então, que o motivo era apenas o garoto mais gatinho do segundo ano caminhando em sua direção.
- Olá, Jade. - disse o menino.
- Ah, olá Jhony. Essa é a minha amiga, Lucy. - respondeu Jade.
- P-prazer em c-conhecê-lo... - disse Lucy, gaguejando muito e com as mãos bem trêmulas.
- Oi. Bem, Jade... Qual será a sua primeira aula? - disse Jhony, ignorando um pouco a pobre Lucy.
Jade percebeu que sua amiga não se sentiu muito bem com aquela resposta, então fez uma cara feia ao se virar para Jhony e disse:
- Qual é o seu problema? Não consegue ser gentil quando conhece alguém? Sei que não é a primeira vez que isso acontece. E me responda, estou falando com você!
Ao perceber a expressão no rosto de Jhony e seu olhar fixo em direção à Lucy, também se surpreendeu ao olhar para trás. Não havia mais ninguém no ponto, e eles perderam o ônibus que demorava horas a passar.
Chegando na escola, Jade ainda furiosa com Jhony, correu para falar com Lucy.
- Lucy! Está tudo bem, amiga?
- Eu estou bem, Jah... Não se preocupe. - respondeu Lucy com a cabeça baixa e os olhos cheios de lágrimas.
- Ah, Luh... Não fique assim! Ele é só um idiota que você teve o azar de se apaixonar. Não ligue para ele, você vale mais do que isso!
Como sempre, Jade assumiu seu papel de melhor amiga e passou a manhã consolando Lucy. Porém, as duas sabiam que isso, no fundo, não era realmente necessário. Lucy era uma garota realmente forte e superou quase que facilmente a morte de seu pai, Augusto. Por que não suportaria algo bobo como gostar de um garoto? Talvez porque ele era seu primeiro amor, mas isso não parecia deixá-la menos forte.
Após a escola, Lucy foi para casa meio atormentada. Teve um dia difícil, pois para uma garota não é tão fácil ser "meio ignorada" pelo primeiro amor e depois se concentrar na prova de Química. Apesar de estar no primeiro ano, a professora era bem rigorosa.
Após se distanciar da escola e de alguns alunos que saíam dela na hora da saída, passando por um tipo de beco largo, Lucy foi surpreendida.
- Olá. - uma voz meio familiar e baixa surgiu do nada.
- Hã? Quem...
Quando se virou, seus olhos se encontraram. Sim, Jhony havia seguido Lucy desde que saíram da escola.
- O-o que v-você quer?... - perguntou Lucy bem assustada.
- Calma, eu só queria pedir desculpas. Eu lhe tratei mal, e estou arrependido. - disse Jhony, forçando a voz.
- Sei... Não me parece tão arrependido... - respondeu Lucy, com um tom de ironia.
Jhony olhou fixamente em seus olhos com uma expressão de raiva, segurou seu braço e disse:
- Olha aqui, eu só estou fazendo isso porque a Jade me pediu! Eu não ligo para o que você achou da minha resposta... Esse sou eu e ponto final! Apenas aceite as minhas desculpas e vamos acabar logo com isso.
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