quinta-feira, 2 de julho de 2015

Dúvidas

"E se um dia você se perguntou tanto qual é a razão de certas coisas e não achou a resposta, continue se perguntando. Se isso te perturbar, descanse um pouco e viva como se nada mais existisse, apenas coisas boas na mente e ao seu redor. Sinta o que quer ver, veja o que quer que seja real." Foi mais ou menos isso que ela me orientou, e eu acabei esquecendo. Como pude? Agora me perdi em soluções ineficazes... Acho que se não são eficazes, não são soluções, certo? São apenas respostas erradas. E me pergunto onde as achei, mas não consigo lembrar o caminho de volta. Fico indignada, e me entristeço. Aliás, me entristeço fácil até demais. Queria ser como meu irmão, fria, pelo menos na aparência. Mas então eu não seria mais a pessoa que sou agora, certo? Então acho que eu não queria. Apesar de querer mudar algumas coisas em mim... e apesar de não achar resposta para nada do que eu me pergunto. Essas respostas sempre me deixam com mais dúvidas do que eu tinha antes... como pode? Que chato. u.u'

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Ninguém Lá

"Naquele dia, você não estava lá. Ele não estava lá, ela não estava lá. Ninguém estava lá. Não tinha ninguém lá, eu estava sozinha. Estava sozinha comigo mesma, e é por isso que eu só confio em mim."

domingo, 17 de maio de 2015

Pensar Antes de Morrer

Vivemos tão pouco, e o pouco que vivemos não paramos e pensamos no tanto que podemos conquistar. Bens materiais não são grande coisa, e o conhecimento juntamente com tudo o que se adquire na vida um dia acaba... É frustrante pensar nisso, por isso é mais fácil não pensar. Mas pense, pra não dizer no fim que nunca pensou em nada. :p

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Verme

E então você chora de tanto egoísmo e tanta besteira pinicando em seu ouvido, e você sabe que ele está doendo de tanto ouvir aquela voz que deveria ser calada, pois ela consome toda a sua energia, sua carne, sua alma. Você não aguenta mais conviver com esse peso, e já não é mais possível se conformar com tanto ódio sendo atirado em forma de chuva ácida em sua direção. Você deve fugir? Não há onde se esconder, não há outra forma. Continuar assim, sendo consumido por um verme gigante e constrangedor? Você está certo, ele está errado, mostre a ele. Vamos, faça algo. Você percebe que não consegue fazer algo porque seu corpo e sua alma estão dormentes, esse verme gigante te deixou indefeso e paralisado de tanto veneno correndo em suas veias. Você é vergonhoso e está com sérios problemas mentais, físicos e sentimentais. Você está sozinho, e ninguém pode te ajudar. Você está sozinho... Eu estou sozinha...

terça-feira, 3 de março de 2015

Meu anjo, meu pai...

Meu anjinho, aquele que me criou, me protegeu das maldades do mundo e me deu todo o amor que podia... todos os dias eu peço aos céus para que te dê toda a saúde que você me fez ter, e que te traga logo para casa, ou que te guie pelo caminho da paz do espírito para aquele mundo cujo não conhecemos muito se for necessário, mas que não sofra mais, pois meu coração se aperta só de pensar em quanto tempo já estás onde está e sei que o seu também... Meu amor por ti é o mesmo que recebi durante todos esses anos, desde quando me chamava de "minha princesinha" até agora mesmo, quando diz que sente saudades de mim... e ele nunca morrerá, apenas crescerá conforme eu me lembre das boas lembranças que tenho contigo e o quão você é e sempre será especial para mim... Te amo... muito mesmo... ♥

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O Mendigo

No outro dia, enquanto esperava pelo ônibus em um ponto perto de casa, olhei para trás e percebi que um mendigo caminhava em minha direção. Como faço com todas as pessoas que se aproximam e que eu não conheço, comecei a ficar nervosa. Ele andava lentamente, e passou por mim de longe. Tentei imaginar o que pensava, se ele procurava a razão de estar naquele estado, todo sujo e com garrafas pets penduradas no ombro e dentro de um grande saco de batata, se queria descobrir o que aconteceria se os trocados que ele arrumasse acabassem, se morreria de fome ou se alguém, provavelmente algum preconceituoso,
atearia fogo nele. Crianças passaram ao lado dele, sem medo, e ele as observou. Imagino que tenha sentido algo em seu coração por ver aqueles rostos tão saudáveis e felizes. Logo depois, ele achou algo no chão e catou, algo parecido com uma moeda. Me lembrei de quando minha mãe disse que os mendigos geralmente gastam o dinheiro que conseguem com bebidas em botecos, e por isso continuam mendigos pelo resto de suas vidas. Mas, por que alguém iria querer viver assim? Por que ele não trabalha? Por que não se esforça para comprar algo para comer e ficar pelo menos mais saudável, ou menos desnutrido? Talvez porque ele não teve influência suficiente em sua adolescência, e por isso não completou os estudos e não teve um emprego onde pudesse se estabelecer. Ou talvez, ele nunca tivesse começado a estudar... O problema das pessoas que julgam é que elas não buscam o porquê, apenas julgam. É fácil chamar alguém de maconheiro, traficante, bandido, prostituta, ou qualquer outra coisa que a sociedade tenha preconceito com um olhar negativo, mas difícil achar alguém que procure os motivos pelos quais essa pessoa vive nessas condições. Pensar não custa nada...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

   Dois jovens se encontraram em uma rua deserta, aproximadamente às 23:30, quando a menina, de longe, grita:
- Me desculpa!
   As coisas não eram assim há uma semana atrás.

                         Uma Semana Atrás

   Em um um dia calmo e ensolarado, uma jovem chamada Lucy se arruma em seu quarto meio bagunçado para ir à escola. Assim que termina, passa correndo pela cozinha e sai pela porta dos fundos. Sua mãe grita:
- Lucy, não vai tomar seu café?
- Não, mãe! - responde Lucy, cada vez mais longe - Estou atrasada!
   Sua mãe sabia que ainda faltavam muitos minutos para a aula, mas preferiu fingir que não sabia, só dessa vez.
   Encontrando sua amiga de infância Jade no ponto de ônibus, de repente ficou tímida.  Percebeu, então, que o motivo era apenas o garoto mais gatinho do segundo ano caminhando em sua direção.
- Olá, Jade. - disse o menino.
- Ah, olá Jhony. Essa é a minha amiga, Lucy. - respondeu Jade.
- P-prazer em c-conhecê-lo... - disse Lucy, gaguejando muito e com as mãos bem trêmulas.
- Oi. Bem, Jade... Qual será a sua primeira aula? - disse Jhony, ignorando um pouco a pobre Lucy.
   Jade percebeu que sua amiga não se sentiu muito bem com aquela resposta, então fez uma cara feia ao se virar para Jhony e disse:
- Qual é o seu problema? Não consegue ser gentil quando conhece alguém? Sei que não é a primeira vez que isso acontece. E me responda, estou falando com você!
   Ao perceber a expressão no rosto de Jhony e seu olhar fixo em direção à Lucy, também se surpreendeu ao olhar para trás. Não havia mais ninguém no ponto, e eles perderam o ônibus que demorava horas a passar.
   Chegando na escola, Jade ainda furiosa com Jhony, correu para falar com Lucy.
- Lucy! Está tudo bem, amiga?
- Eu estou bem, Jah... Não se preocupe. - respondeu Lucy com a cabeça baixa e os olhos cheios de lágrimas.
- Ah, Luh... Não fique assim! Ele é só um idiota que você teve o azar de se apaixonar. Não ligue para ele, você vale mais do que isso!
   Como sempre, Jade assumiu seu papel de melhor amiga e passou a manhã consolando Lucy. Porém, as duas sabiam que isso, no fundo, não era realmente necessário. Lucy era uma garota realmente forte e superou quase que facilmente a morte de seu pai, Augusto. Por que não suportaria algo bobo como gostar de um garoto? Talvez porque ele era seu primeiro amor, mas isso não parecia deixá-la menos forte.
   Após a escola, Lucy foi para casa meio atormentada. Teve um dia difícil, pois para uma garota não é tão fácil ser "meio ignorada" pelo primeiro amor e depois se concentrar na prova de Química. Apesar de estar no primeiro ano, a professora era bem rigorosa.
   Após se distanciar da escola e de alguns alunos que saíam dela na hora da saída, passando por um tipo de beco largo, Lucy foi surpreendida.
- Olá. - uma voz meio familiar e baixa surgiu do nada.
- Hã? Quem...
   Quando se virou, seus olhos se encontraram. Sim, Jhony havia seguido Lucy desde que saíram da escola.
- O-o que v-você quer?... - perguntou Lucy bem assustada.
- Calma, eu só queria pedir desculpas. Eu lhe tratei mal, e estou arrependido. - disse Jhony, forçando a voz.
- Sei... Não me parece tão arrependido... - respondeu Lucy, com um tom de ironia.
 Jhony olhou fixamente em seus olhos com uma expressão de raiva, segurou seu braço e disse:
- Olha aqui, eu só estou fazendo isso porque a Jade me pediu! Eu não ligo para o que você achou da minha resposta... Esse sou eu e ponto final! Apenas aceite as minhas desculpas e vamos acabar logo com isso.