Dois jovens se encontraram em uma rua deserta, aproximadamente às 23:30, quando a menina, de longe, grita:
- Me desculpa!
As coisas não eram assim há uma semana atrás.
Uma Semana Atrás
Em um um dia calmo e ensolarado, uma jovem chamada Lucy se arruma em seu quarto meio bagunçado para ir à escola. Assim que termina, passa correndo pela cozinha e sai pela porta dos fundos. Sua mãe grita:
- Lucy, não vai tomar seu café?
- Não, mãe! - responde Lucy, cada vez mais longe - Estou atrasada!
Sua mãe sabia que ainda faltavam muitos minutos para a aula, mas preferiu fingir que não sabia, só dessa vez.
Encontrando sua amiga de infância Jade no ponto de ônibus, de repente ficou tímida. Percebeu, então, que o motivo era apenas o garoto mais gatinho do segundo ano caminhando em sua direção.
- Olá, Jade. - disse o menino.
- Ah, olá Jhony. Essa é a minha amiga, Lucy. - respondeu Jade.
- P-prazer em c-conhecê-lo... - disse Lucy, gaguejando muito e com as mãos bem trêmulas.
- Oi. Bem, Jade... Qual será a sua primeira aula? - disse Jhony, ignorando um pouco a pobre Lucy.
Jade percebeu que sua amiga não se sentiu muito bem com aquela resposta, então fez uma cara feia ao se virar para Jhony e disse:
- Qual é o seu problema? Não consegue ser gentil quando conhece alguém? Sei que não é a primeira vez que isso acontece. E me responda, estou falando com você!
Ao perceber a expressão no rosto de Jhony e seu olhar fixo em direção à Lucy, também se surpreendeu ao olhar para trás. Não havia mais ninguém no ponto, e eles perderam o ônibus que demorava horas a passar.
Chegando na escola, Jade ainda furiosa com Jhony, correu para falar com Lucy.
- Lucy! Está tudo bem, amiga?
- Eu estou bem, Jah... Não se preocupe. - respondeu Lucy com a cabeça baixa e os olhos cheios de lágrimas.
- Ah, Luh... Não fique assim! Ele é só um idiota que você teve o azar de se apaixonar. Não ligue para ele, você vale mais do que isso!
Como sempre, Jade assumiu seu papel de melhor amiga e passou a manhã consolando Lucy. Porém, as duas sabiam que isso, no fundo, não era realmente necessário. Lucy era uma garota realmente forte e superou quase que facilmente a morte de seu pai, Augusto. Por que não suportaria algo bobo como gostar de um garoto? Talvez porque ele era seu primeiro amor, mas isso não parecia deixá-la menos forte.
Após a escola, Lucy foi para casa meio atormentada. Teve um dia difícil, pois para uma garota não é tão fácil ser "meio ignorada" pelo primeiro amor e depois se concentrar na prova de Química. Apesar de estar no primeiro ano, a professora era bem rigorosa.
Após se distanciar da escola e de alguns alunos que saíam dela na hora da saída, passando por um tipo de beco largo, Lucy foi surpreendida.
- Olá. - uma voz meio familiar e baixa surgiu do nada.
- Hã? Quem...
Quando se virou, seus olhos se encontraram. Sim, Jhony havia seguido Lucy desde que saíram da escola.
- O-o que v-você quer?... - perguntou Lucy bem assustada.
- Calma, eu só queria pedir desculpas. Eu lhe tratei mal, e estou arrependido. - disse Jhony, forçando a voz.
- Sei... Não me parece tão arrependido... - respondeu Lucy, com um tom de ironia.
Jhony olhou fixamente em seus olhos com uma expressão de raiva, segurou seu braço e disse:
- Olha aqui, eu só estou fazendo isso porque a Jade me pediu! Eu não ligo para o que você achou da minha resposta... Esse sou eu e ponto final! Apenas aceite as minhas desculpas e vamos acabar logo com isso.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
É A Vida
Ele segurou minha mão de uma forma tão confiante e confortável que eu tive o prazer de não interrompê-lo. Talvez eu tenha sentido um pouco de egoísmo em minha decisão, mas sinto que ele gostou. Afinal, estávamos apenas conversando sobre algo seriamente delicado. Como quando encontramos alguém cujo não víamos há um bom tempo, e ficamos com receio de perguntar como vai aquela namorada, sem saber se ainda estão juntos. Claro que um assunto não tem nada a ver com o outro, mas um é tão embaraçoso e difícil de se explicar quanto o outro. Suas mãos quentes e macias estavam agora trêmulas e suadas. Suas grandes e não tão magras mãos que poderiam cobrir até mesmo da minha orelha esquerda até meu maxilar. Bem, mas não foram apenas suas mãos que me impressionaram. Seu lindo sorriso e seus claros olhos como a água da lagoa que observei por alguns minutos em uma foto que encontrei na internet também não foram razões tão grandes por eu ter admirado aquele rapaz por mais tempo. Talvez, através de suas palavras, seu tom de voz e seu bom humor eu tenha enxergado uma boa personalidade, alguém que o tempo e as decepções que vieram junto a ele apagaram. Aquele alguém que demora um pouco para se acreditar que encontramos, sabe? Aquela pessoa honesta e bondosa que realmente quer apenas lhe fazer feliz, até porque isso é a maior procura do ser humano, o que pouca gente sabe. Sim, é bem difícil acreditar que pessoas assim ainda existam, pois há tanta maldade no mundo sendo carregada por pessoas que não fazem outra coisa a não ser nos dar as costas, e por pessoas que só querem nos ferir. Às vezes nos perguntamos "Por quê?", e a voz ecoa em nossa mente, sem resposta. Mas essa é a vida... não é mesmo? A vida é uma balança onde de um lado há coisas boas e do outro coisas ruins, e você vai provando de cada um sempre mantendo o equilíbrio, até que tudo se acaba e nada resta. Sua mente esvazia, e seu coração para. Talvez as maldades sejam para saciar aqueles que não tiveram muitas coisas boas, e para alertar os outros que coisas boas virão. De fato, pensando sobre a famosa ideia que diz que para coisas boas acontecerem é preciso que coisas ruins aconteçam primeiro, ou algo assim, percebi que talvez isso seja apenas questão de "valor". Quanto vale as coisas que você tem em sua vida? Por exemplo, algumas pessoas jogam fora um pedaço de pão por ter sido feito no dia anterior, enquanto outras saboreiam com lágrimas de emoção o mesmo tipo de pão feito há semanas. Me lembrei, então, que algumas pessoas dizem que as pessoas pobres são mais felizes, mas nunca me explicaram o porquê. Entendi, com isso, que é porque algumas apreciam com mais vontade o pouco que elas tem, e qualquer coisa maior do que aquilo é considerado um presente divino. Mas ainda estou pensando sobre isso, pois talvez eu ainda não tenha desvendado todos os mistérios que apareceram quando eu não sabia pensar muito bem. Talvez eu ainda não saiba, mas com o tempo eu aprendo. Eu espero...
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
17 Páginas, 17 Anos
Antigamente eu era pura, como um livro em branco. Hoje em dia sou escrita por 17 páginas, cada uma referente à um ano. Algumas páginas foram queimadas, outras simplesmente me faltou tinta na caneta. Algumas os ratos roeram, e outras os cupins. Não sei quando termina o capítulo e nem se haverá outro, mas vou continuar escrevendo. Só assim poderei descobrir...
terça-feira, 27 de maio de 2014
O Livro
Eu estava inspirada há poucas horas, mas perdi a vontade de escrever quando discuti com a minha mãe. Ela estava bêbada, e cuspia enquanto falava. Faz um tempo que não me inspiro como aconteceu hoje, acho que ocorrera por conta do livro muito interessante que estou lendo. Achei mais interessante ainda ao perceber que o próprio nome era uma estratégia com o objetivo de fazer o leitor associá-lo ao livro e refletir mais ainda sobre o assunto. Acho que todos os livros deveriam ser assim, e mesmo a maioria dos que eu li sendo mesmo, ainda há alguns em que não encontrei essa estratégia. Mesmo assim não me decepcionei com esses, pois mesmo um livro "pobre" pode ser aproveitado por conter boas ideias. Já reparou? Os livros nos fazem pensar se interpretarmos suas frases com bastante entusiasmo. Eu queria poder escrever um livro assim. Imagine, ele ser representado como um dos melhores livros do ano. Mas acho que o motivo maior pelo qual sonho com isso não é bem fazer sucesso, e sim passar ideias boas que melhorem a vida das pessoas. Logicamente o sucesso ajudaria na divulgação do livro e em seguida na divulgação dessas ideias, mas queria que as pessoas prestassem mais atenção no livro e no que eu quis transmitir do que na minha pessoa. Isso me faz concluir que eu não me importaria em divulgar algo em anônimo, mas me preocuparia mais em esse "algo" ser divulgado. Eu me importo muito com o valor dessas coisas que uns amigos meus julgam "coisas inúteis da humanidade inútil". Essa coisa toda de sentimentalismo e algumas outras coisas inventadas pelos seres humanos, sabe? Por isso aprecio tanto os livros. Esse livro está entre os melhores dos que eu li, pois me fez parar para pensar em tudo isso, e me tirou um pouco do caos dessa realidade que habita na minha vida. Isso foi com certeza muito relaxante. Obrigada, livro querido...
domingo, 6 de abril de 2014
Coisas Desnecessárias
Nossa, será que o mundo está realmente assim? Será que tudo o que as pessoas dizem sobre elas mesmas é verdade? E se elas sabem que está errado, por que continuam fazendo? Isso é tão estranho... Se fossem coisas essenciais para a sobrevivência tudo bem, mas na maioria das vezes são coisas desnecessárias... Talvez se isso não me afetasse eu não ligaria, mas, de fato, eu tento aceitar, mesmo sendo um absurdo e uma coisa que as pessoas deveriam parar para pensar...
sábado, 5 de abril de 2014
Meus Males
Bom, faz tempo que eu não escrevo, porque tenho andado meio ocupada... Aliás, a culpa mesmo é da saúde. Ela não vai muito com a minha cara, sabe? Parece que eu afasto ela... Mas a culpa também é da falta de inspiração... Tenho andado meio sem forças para pensar em algo realmente bom para se escrever e postar aqui no Blog... Está tudo confuso, sabe? Tudo bagunçado, fora de ordem... Já quase não tenho mais opinião própria... Às vezes me esforço para tentar obter uma opinião sobre algumas coisas, mas acabo aceitando qualquer ideia, qualquer opção, qualquer caminho... Bem, vou tentar pensar mais um pouco em coisas que me deixam inspiradas... Vou me esforçar mais para criar ideias boas... Até porque, esse é só o começo do começo. :)
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Incomodar-se
O incômodo é uma virtude de muitos, mas... E quando ele te faz entrar em estado de plena loucura? O que fazer em uma situação como essa? Dizem que se incomodar demais é um defeito. Dói, não é? Se sentir como um brinquedo quebrado, realmente, dói... Dói saber que há algo errado nas profundezas de si mesmo, e que esse abismo não tem cura. Só de saber que o ser humano é errado e não há como mudar isso, sinto cala frios em todo o meu corpo... Mas, não foi justamente ele quem inventou esse tal incômodo? Pensando bem, o ser humano age de uma maneira que ele mesmo inventou... Será que isso também é errado? Ou talvez isso tudo não seja nada. Ou tudo, quem sabe.
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