Capítulo 1 – Novo Companheiro
Olhava para o
céu enquanto sentia a brisa pairando sobre seu rosto. O céu estava azul-claro e
com poucas nuvens, os raios solares achavam caminhos entre as folhas verdes das
altas árvores, os cantos dos pássaros soavam como sinfonias e a terra era fofa
e boa para caminhar. Estava um dia perfeito, longe das preocupações e dos
problemas.
Mas, como todos sabem, o tempo passa,
e as coisas sempre mudam. Em sua mente, tinha a certeza de que aquele momento seria
inesquecível, mesmo que não pudesse vive-lo de novo. Ao sair de lá, sentiu
vontade de voltar, mas sabia que não seria a mesma coisa, pois o sol já não
havia mais, nem o céu azul e nem os pássaros, as folhas já não estavam mais tão
verdes e a brisa já não pairava mais. Tudo havia mudado e os problemas e as
preocupações haviam voltado.
Entristeceu-se tanto que seus olhos se
encheram de límpidas e revoltadas águas, como as de Netuno. As lágrimas
escorriam pelo rosto como mares furiosos. Qualquer navegação que tentasse
navegar por essas águas seria, sem dúvidas, naufragada.
Depois de tanto derramar lágrimas,
encontrou alguém. Mas não era um alguém qualquer, e sim alguém que lhe fizera
sentir um momento melhor do que aquele que antes era tudo o que lhe fazia
feliz. Alguém que lhe trazia flores quando se precisava sorrir, que lhe fazia
perceber que a vida vale muito mais a pena do que se parece e que, acima de
tudo, lhe amava incondicionalmente. Mesmo que não demonstrasse muito isso, mas
já era possível perceber.
Eram intensas as tardes e manhãs que
passavam juntos. Foram feitos então vários momentos de um só e vários
sentimentos do que se parecia impossível conquistar outra vez. Mesmo que às vezes se perguntava se isso duraria,
só conseguia pensar naqueles momentos.
Capítulo 2 – Esclarecimento
Não parava de
pensar na pessoa. Imaginava cenas de encontros, conversas amigáveis...
Perguntava-se até se a veria de novo. Claro, sempre surgem dúvidas. Era um
tanto quanto enlouquecedor. Quando ia dormir sentia o gosto da outra boca em
sua boca, os outros lábios em seus lábios, o suspirar penetrava em sua mente,
seus gestos, suas manhas, suas doces e bem planejadas palavras... Tudo se
misturava aos pensamentos e ideias antes de dormir, para ao menos ter a
esperança de sonhar com todas as coisas boas que lhe passara nos momentos.
Mas, como ninguém
é perfeito, esse outro alguém escondia segredos. Assim mesmo, claramente. Era
tudo parte do plano. O que tornava a primeira pessoa ingênua, por cair em suas
armadilhas. O que a pessoa ingênua não sabia era por que aquele outro alguém
estava fazendo isso. Era muito atormentável ver essa situação. Pois é, eu
estava lá. Eu sentia na pele o suor de desespero na expressão daquela pobre
garota, ao se iludir cada vez mais por aquele “mau caráter”... Mas, cumprindo
meu papel de amiga, nada pude falar. Quem seria eu para contrariar seu coração
apaixonado.
Como já era de se
esperar, tudo foi esclarecido. Ele acabou admitindo que não sentia o que ela
esperava que ele sentisse, e ela acabou descobrindo que também não sentia o que
ela achava que sentia por ele. Um pouco complicado, porém meio lógico. Demorou
alguns meses para se recuperar, mas seguiu em frente com sorrisos radiantes.
Ele deve ter se sentido mal por ter feito o que fez. Se não se sentiu, algum
dia quando estiver relembrando o que fez na sua vida, perceberá que sua ação
não foi digna de um homem, mas sim de um menino, que por sinal era o que ele
realmente era. Um garoto em faze de crescimento.
Capítulo 3 – O Presente
Como foi dito
antes, tudo muda, e a vida da menina ingênua também mudaria. Meses se passaram,
e tudo ficou diferente para ela. Fez quinze anos, mudou de colégio e de amigos.
Hoje já não é mais uma menina ingênua, e sim uma jovem inteligente. Já não
imagina, pensa. Elabora estratégias ao invés de fazer planinhos. Está mais
evoluída, pois mudou suas características. Está maior e mais velha.
Jurou que nunca
mais ia se apaixonar. Estava decidida, e permaneceu decidida por alguns dias...
Mas, não aconteceu do mesmo jeito como da primeira vez. Acabou se tornando mais
fria, não dando muita importância para o segundo. Talvez esse segundo também
não desse tanta importância para ela, mas teria que descobrir a verdade ainda.
Não acha irritante? Parece que ela atrai acontecimentos ruins... Nossa! Tudo o
que ela evita é também tudo o que ela atrai. Impressionante...
Sempre que tento
alerta-la sobre essas coisas, ela foge. Aliás, gosto de chama-la de Akina, que em Japonês significa “Flor de Primavera”. Ela tem agido de
forma estranha... Parece que agora há mais dificuldade em obter sentimentos.
Não consegue sentir nada nem por si mesma... Eu bem que tento ajuda-la, mas parece
que algo nela não permite... Algo como uma força que vem do interior dela, ou
algo assim. É bem estranho... Espero que esse segundo possa ajuda-la. Gosto de
chama-lo de Abunai, que em Japonês significa “Perigoso”, pois mesmo que não
pareça muito, ela corre o perigo de sofrer novamente.
Capítulo 4 – A Reconquista
Akina não estava
se sentindo bem com Abu (diminutivo de Abunai), por isso resolveu se afastar.
Sua mente estava confusa, seus pensamentos tropeçavam uns nos outros e as
pessoas falavam palavras demais. Percebeu que não foi uma boa ideia se afastar
a partir do momento em que se sentiu pior ainda...
Quase delirava
quando seus pensamentos a perturbavam de um modo que desse a perceber que eles
imploravam pela volta de Abu. Parecia que falavam pelo coração. Mesmo que
poucos iam contra pela dúvida que ecoava em sua mente “Será que ele sente o
mesmo?”, a maioria vencia por conta da aliança que tinham com os sentimentos
bons que haviam no coração de Akina, cujos foram despertados sorrateiramente
por Abu.
Não teve outra escolha a não ser
voltar para o calor de seus braços e sentir novamente a energia que passava em
sua alma quando são lábios se encontravam com os dela. Sim, ela sentia coisas
profundas por ele, só não sabia explicar o quê exatamente, ou até mesmo se
recusava a admitir antes dele, pois aprendeu fácil com ele a sentir orgulho. E
como és orgulhoso...
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