sábado, 28 de setembro de 2013
De Noite
Eu olho para o lado, e vejo as sujeiras de seu corpo. Ele está deitado de lado, e respira tão lentamente que às vezes penso que não está mais. Seu mal cheiro já se encontra em todo o quarto, e isso me faz lembrar sua aparência de pessoa infeliz. Para esquecer tal cena que se repete quase todos os dias, penso em algo que me inspire a escrever uma sequência de palavras para quem sabe ficar mais feliz. Ou como as outras pessoas chamam, escrever um texto. Mas logo percebo que meus dedos paralisaram de tristeza, e mesmo assim ninguém liga. Estou sozinha agora, mas pelo menos tenho a mim mesma. Pelo menos eu me entendo, e eu sinto a minha dor.
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