sábado, 10 de novembro de 2012
Meu anjo,
Eu sei que a gente se conhece há pouco tempo, mas já sinto algo por você. Pode me chamar de doida e alucinada, mas posso lhe dizer que sua bondade é tão grande que não precisa de muito tempo para conquistar as pessoas, e assim foi comigo. Sim, você me conquistou. Também aprendi muitas coisas com você, o que é bom. Coisas bem valiosas, devo dizer. Considere-se um garoto de sorte, pois seu jeito vale ouro. Eu poderia escrever textos e mais textos dizendo o quanto você é admirável, mas acho que você se cansaria de ler. Poderia até escrever um livro, pois não me canso de dizer: "Você é perfeito". Eu nunca disse isso? Nossa, que erro meu! Me desculpe por isso, não se repetirá. Menino, você é exatamente, extremamente, tudo mente, perfeito do jeitinho que é! Por favor, continue assim. E se possível, passe sua sabedoria adiante, porque se todos os garotos fossem como você, nenhuma garota trocaria de namorado. Obrigada por ser assim e por me ensinar tudo o que aprendi com você! Eu sei que você só gosta de mim como amiga, mas não consigo esconder..
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Seu Jeito
Quero tanto te falar
Mas não sei como
O mais rápido possível
Que eu te amo
Então vivo a pensar
Em uma maneira
De te conquistar
E te fazer perceber
Que eu não vivo sem você
Fico pensando em coisas
Como o seu olhar
Que à luz do sol
Me faz flutuar
Seu jeito lindo me atrai
E me faz imaginar
Como em seu coração
Seria estar
Seu jeito perfeito,
Lindo e cincero
Me inspira a escrever
Exatamente o que eu quero
Só me falta agora saber
Se comigo você quer caminhar
Nessa estrada de ilusões, eu prometo
Que para sempre vou te amar...
Mas não sei como
O mais rápido possível
Que eu te amo
Então vivo a pensar
Em uma maneira
De te conquistar
E te fazer perceber
Que eu não vivo sem você
Fico pensando em coisas
Como o seu olhar
Que à luz do sol
Me faz flutuar
Seu jeito lindo me atrai
E me faz imaginar
Como em seu coração
Seria estar
Seu jeito perfeito,
Lindo e cincero
Me inspira a escrever
Exatamente o que eu quero
Só me falta agora saber
Se comigo você quer caminhar
Nessa estrada de ilusões, eu prometo
Que para sempre vou te amar...
A Menina De Pano
"Chore, criança. Derrame em seu travesseiro velho e meio empoeirado suas delicadas e doces lágrimas de mel.", sussurrava suavemente uma voz grave e aparentemente desconhecida nos pensamentos da menina. "Será que, na época em que fizera esta música, Beethoven sabia que Moonlight seria tão importante para mim? Imagine.. Será que fizera especialmente para mim?.. ", pensava. A voz se misturava com seu pensamentos, formando um mundo de ideias, perguntas, respostas, etc. Será a voz de um anjo aquela que lhe acalma e lhe dá paz ou será apenas um delírio de uma adolescente em crise?.. Não se sabe. Por enquanto, sabe-se apenas que essa tal voz é, logicamente, do bem. Disso é difícil duvidar, pois seu humor, seus gestos, sua aparência, e até mesmo seu jeito de escrever mudam conforme surgem relatos de que ela tem ouvido a tal voz. "Será que mais pessoas as ouvem? Será que eu fui escolhida para algo, como nesses filmes que passam na televisão às vezes? Será que meus amigos e minha família também ouvem essas vozes?", e os pensamentos não param.. Em um certo dia de outono, a menina decidiu dar umas voltas em seu bairro para respirar ar puro e pensar um pouco. Em sua casa não havia muita harmonia, nem entre as pessoas que lá viviam e nem entre os animais que de vez em quando apareciam. Era um quintal largo que havia nos fundos, por isso todos os tipos de passarinhos faziam a festa de dia e os morcegos de noite. Parecia mesmo uma floresta, de tanta planta que havia. Quando pequena, a menina gostava de brincar de "Faz de Conta", fingindo que todas as plantas eram mágicas e falavam, que os passarinhos eram imensas aves como aquelas que via em filmes de ficção científica onde era possível voar através das nuvens montado em uma, imaginava que aquele cimento ou concreto do chão era terra fresca e úmida das chuvas de gotas de água clara e limpa que um dia escorreram por um rio que havia bem perto dali, águas tão puras que chegavam a ser própria para consumo. Imaginava tanto que até perdia o fôlego, mas nunca a criatividade. E como tinha criatividade.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Humildade Sem Orgulho
Por que achamos que tudo estará ao nosso alcance? Ao longo do tempo, venho percebendo que algumas coisas realmente não valem a pena. É quando eu penso: Por que as pessoas vão querer algo que não as fazem bem? Não as entendo. Nunca entenderei, para ser exata. O que mais me deixa indignada é a ironia que algumas pessoas conseguem, que por sinal de quase fraqueza eu simplesmente não consigo. É impressionante o modo como algumas pessoas conseguem ser tão irônicas que chegam ao que eu costumo chamar de "Estado Sólido", que é quando elas acabam se tornando frias. Uma das maiores dádivas da vida é o perdão, coisa que muitas pessoas ainda não entendem. Na minha opinião, verdadeiro sentido do perdão é o recomeço. Quando uma pessoa perdoa alguém ou é perdoado, é como se ambos os lados do caso se abrissem para um novo caminho, é como se a pessoa que perdoa desse uma nova chance à perdoada de refazer, mas desta vez fazer certo, o que quer que ela tenha feito. Mas, infelizmente, hoje em dia há poucas pessoas de alma pura dispostas a realizar esse ato de carinho, acolhimento, compreensão, um ato de pessoas que contém bom coração, e diria também que um ato de quem é inteligente. Apenas pessoas inteligentes tem capacidade de entender o que as outras falam. A questão é: Como ser inteligente? O primeiro passo é deixar a ignorância e o orgulho de lado. Isso é muto difícil para algumas pessoas, mas não impossível. E não adianta fingir que deixou, tem que deixa-los de corpo e alma. Sabe, a ignorância e o orgulho são fatores que agem facilmente no carater de algumas pessoas, e isso atrapalha muito as pessoas boas, e principalemte a mim. Sinto-me realmente encomodada com tais características. Às vezes me pergunto para que servem. Acho que servem apenas para causar problemas. Porque pense bem, apartir deles, aparecem muitos outros defeitos, o que eu costumo chamar de "Sujeitos Indesejáveis". Acho que acabei de achar o núcleo de um dos sete pecados: Ira. Ah, como fujo dela. Difícilmente nos encontramos, pois sou e tento ser uma pessoa muito tranquila, assim como meu pai. Nossa, admiro sua paciência. Às vezes parece que nada o abala. Não importa o que façamos, ele não faz o que eu costumo chamar de "Explodir". Às vezes fico cheia do mundo e das pessoas à minha volta, que fazem com que ele pareça pior, e desconto toda a minha raiva em algo ou algém. As pessoas que já me conhecem sabem exatamente o que fazer, e me entendem quando eu estou prestes a explodir. Acho que é o que todas as pessoas ignorantes e orgulhosas deveriam fazer de vez em quando. Simplesmente explodir. Não aos poucos, e sim de uma só vez, para depois a alegria e humildade virem de uma só vez também.
sábado, 6 de outubro de 2012
Longe de Casa
Eu não sou daqui. Não sei de onde sou, por isso fico tentando imaginar de onde vim, onde deveria estar ou onde devo ir. Acho que sou de algum planeta desconhecido com um nome estranho, como "Platinger" ou "Lacroste". Bem estranhos, eu sei, mas não sou muito boa em criar nomes para planetas. Eu nunca pensaria em Saturno ou Marte, ou Júpiter, por exemplo. Talvez eu deveria morar na casa da esquina, talvez eu deveria estudar bastante para criar uma máquina do tempo e morar no passado ou no futuro, talvez eu deveria morar com uma pessoa rica, de preferência parente, que possa me sustentar, ou talvez eu apenas deveria continuar morando onde moro até terminar os estudos para comprar uma casa para eu morar. Acho que vou ficar com a última opção, só por precaução.
Dia de cansaço
Raiva, tristeza, já não sei mais o que eu sinto. Não tenho certeza de nada mais, apenas que está envolvido com cansaço. Sim, cansaço. Mas por que cansaço? Ora, porque já estou cansada até de me cansar.. É sempre a mesma história, sempre os mesmos personagens e o mesmo tema. Será que isso nunca muda? Será que vou ter que aturar para sempre essas cenas que me machucam por fora e me quebram por dentro em tantos pedaços que eu nunca vou conseguir juntar?.. Não tenho tempo suficiente para recolhe-los, pois se eu for tentar, precisarei de muito mais tempo do que o tempo que tenho para viver. Então por isso me pergunto: "Por que tem que ser tão repetitivo?.." Chega a ser desnecessário.. Para que tanto escândalo, tanta encenação? Vivemos em um cinema? E eu? Se esqueceram de mim? Eu sou a platéia?? Só sirvo para isso????... É constrangedor, em algumas das vezes, falar sobre isso...
sábado, 11 de agosto de 2012
Querido pai,
Sei que não é de meu costume escrever cartas, sei também que não é de seu costume receber cartas, mas às vezes temos que sair um pouquinho da rotina, e essa é uma dessas vezes. Bom, primeiramente, sem querer ser desagradável ou grosseira de forma alguma, você está se tornando insuportável. Antes não achava, pois não intendia muito da vida, mas de lá para cá eu vi coisas, eu ouvi, senti, e mais ainda, eu tenho coisas. Coisas que me assombram, mas isso não vem ao caso. Você deve pensar em mim como uma criança que não sabe o que fala, mas acredite em mim, eu aprendi muito com o tempo e me foquei, acima de tudo, em aprender sobre você. O que você faz; Como você reage quando falo de certas coisas, como o cigarro; Sobre o que, mais ou menos, você fala quando está bêbado; Como eu faço para ter pelo menos um pouquinho da sua atenção; Como faço para fazê-lo perceber que o que eu falo é para o seu próprio bem, o que eu já estou cansada de ouvir de muitas pessoas e sei que você também está; Entre outras coisas. Sei que é desagradável falar sobre esse assunto, mas tenho que tentar lhe convencer, afinal, eu só tentei quando você estava bêbado, então... É com um grande aperto no peito que escrevo esta frase, pois você não tem noção do quanto me dói apenas lhe observar sentado na mesa da cozinha com um olhar caído, cheirando mal, xingando e falando besteira. Me dói mais ainda lembrar do passado, de quando derramava lágrimas e mais lágrimas apenas de ver meus pais, as pessoas que eu mais amava e que eu mais amo discutindo, agredindo uns aos outros verbalmente e fisicamente. Apesar de tantas lágrimas derramadas, não foram nada comparadas às que derramei quando tudo se acalmou e dei graças à Deus que todo o sofrimento acabou, que aqueles dias em que minhas pequenas mãos não conseguiam tampar meus ouvidos para não ouvir os xingamentos e os gritos acabaram. Naqueles dias, palavras feias das quais eu nem sabia o significado entravam em meus ouvidos, brigas das quais eu nem sabia o motivo eram vistas por meus olhos, cheiros que eu nunca havia sentido como o cheiro de bebidas alcóolicas eram sentidos em meu nariz. Eu nunca quis passar por essas coisas, mas passei. Eu odiava ter que assistir suas brigas, mas assisti. Eu odiava ouvir a voz de vocês ser usada para coisas ruins, mas ouvi. Eu ouvia cada palavra, assistia cada briga, e chorava em todas elas também. Eu tinha um sonho, provavelmente o sonho que toda criança tem, de ver meus pais juntos e felizes, me abraçando e fazendo coisas boas, coisas que eu gostava de fazer junto comigo. Às vezes eu conseguia isso, mas a alegria que eu conseguia juntar logo era arrancada do meu peito para dar espaço à tristeza que suas brigas me faziam acumular. Sei que existem muitas pessoas no mundo que passaram ou passam por situações iguais ou até bem piores do que essas, por isso só essas pessoas sabem como isso dói. Às vezes parece que meu corpo não aguentará toda essa dor, mas eu acabo chorando e melhoro. Bom, agora que você sabe mais ou menos o que eu sinto, queria lhe dizer, derramando mais lágrimas, que você não consegue imaginar o quanto eu te amo e o quanto eu agradeço por você ser meu pai mesmo me decepcionando às vezes e me fazendo chorar, pois eu choro justamente porque me importo com você, porque quero apenas o seu bem, e por que eu não iria querer nenhum outro pai a não ser você. Para mim você é o melhor pai do mundo, não importa o que as outras pessoas dizem e o que você fez ou faz, pois você é o meu pai.
De sua filha,
Ana Alice
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