quinta-feira, 17 de maio de 2012

Baseando-se na obra de William Shakspeare, criei as seguintes estrofes:

Não importa o quanto você queira,
O quanto você se esforce,
Algumas coisas não serão obtidas
Fora do seu tempo,
Assim como o conhecimento.

Sem esforço não há recompensa,
Mas isso não quer dizer
Que sem recompensa
Não possa haver esforço.

Não importa o quanto demore,
Um dia chegará
E você tem que estar pronto desde já.

Por que por que

Por que comer?
Por que beber?
Por que saber?
Por que aprender?

Por que ler?
Por que escrever?
Por que existir?
Por que viver?

Por que ter?
Por que não ter?
Por que perguntar?
Por que entender?

Por que ir?
Por que vir?
Por que chorar?
Por que rir?

Por que enxergar?
Por que não ver?
Por que questionar?
Por que por que?

Nunca saberemos
O porquê do por que
Mas pelo menos sabemos
Que o porquê é uma dúvida
E nem todas as dúvidas
Poderemos responder.

O problema das pessoas


Hoje cheguei à conclusão
De que o adjetivo “perfeito” não existe.
Existe?
Então por que nunca apareceu
Um exemplo sequer
Desse tal adjetivo?

As pessoas sempre falam demais,
Falam pouco,
Mas nunca falam somente o necessário.
As pessoas sempre dão muito carinho,
Dão pouco carinho,
Mas nunca o necessário.

Mas uma coisa eu aprendi,
Concordo e repito:
“A perfeição está nos olhos de quem vê”
Uma frase sábia, muito popular.

Atadolfo - Uma nova aventura...

   Atadolfo sonhava em voar por aí, através e por cima das nuvens vendo a cor que o sol dava a elas. Porém a natureza não permitia, pois Atadolfo era um cão, e como todos sabem, cães não voam.
   Logo Atadolfo não desistiu e foi atrás do seu sonho; pulou de um sofá velho que dormia na calçada de uma rua quase deserta, mas não obteve muito sucesso. Por sorte uma almofada caíra no chão bem na hora que Atadolfo pulou em direção ao meio da rua.
   Ao ver aquela cena, Melissa que acompanhava atentamente da casa em frente a tentativa fracassada de Atadolfo, foi imediatamente ver se ele estava bem. Atadolfo olhou em seus olhos com um olhar triste, comovendo melissa. Ela não sabia muito bem porque ele estava triste, mas só de vê-lo sozinho sentiu um grande aperto no peito, então resolveu adotá-lo.

A luta

 Ele me olhava atentamente. Eu também o encarava, pois odiava ser chamada de fraca pelos amigos, e assim tentava dar uma de valente às vezes. E então, depois de tanto olharmos um para o outro tão atentamente, começamos. Eu o apertava com cada mão em um lado de seu corpo meio chato e gelado, e ele apenas estalava. Seu sofrimento era notável, mas o que posso fazer se minha satisfação era impaciente. Ele era resistente, mas eu também. Não tive dó nem piedade: taquei-lhe água fria. De branco ficou transparente. Depois disso foi mamão com açúcar. Foi só entortar um pouquinho de cada lado que ele rapidinho soltou da forminha. Só pensei uma coisa: “Ah, esses gelos de hoje em dia...”. Dei gargalhadas de mim mesma naquela noite até a hora de ir dormir. As gargalhadas foram tão altas que cheguei a interromper o filme que meu pai estava vendo. Aquele momento parecia uma cena. Meu pai, sério, olhou para mim com uma cara bem estranha. Não sei o que ele quis dizer, ele não é de falar muito, mas tenho certeza que assim como eu deu gargalhadas por dentro.

Fracasso

  Estou triste. Não sei o que está havendo comigo.Não sei o que vou fazer no futuro, e as pessoas ficam me cobrando isso o tempo inteiro. Dizem que tudo vai ser bem mais difícil daqui para frente, e eu fico pensando: Será que vou conseguir? Será que sou capaz? Não sei porque, mas de repente surgiu uma insegurança dentro de mim. Às vezes tenho certeza de que sou capaz, mas logo me imagino fracassando no futuro, e percebo que isso seria estremamente doloroso. Acho que é desse ponto que me surge a insegurança. Espero que ela passe rápido, pois não gosto desse sentimento.

Voltei nas nuvens

 Voltei nas nuvens. Estava pensativa, apesar do falatório. Fiquei impressionada como três pessoas podem falar tanto a ponto de às vezes interromperem meus pensamentos. E estavam tão interessantes... O carro balançava muito, pois era um fusca meio velho. Não sei direito se era mesmo, não reparei nele, pois só conseguia pensar “naquele” momento... Ah, como foi bom, e durou tão pouco... Eu queria que durasse uma eternidade... Uma não, duas! Melhor, todas! Todas as eternidades que um ser humano pode imaginar, ou até mais se puder... Ah, apesar do jeito de durão, ele é tão carinhoso... Dissera que eu era a única garota legal que conhecera. Será verdade? Será que está me enganando? Estarei me iludindo se pensar nele todos os dias antes de dormir só para sonhar com ele? Ah, e ainda tem o outro... O “outro ele”... Ah, e como esse “outro ele” me faz feliz... Apesar de tanta felicidade, alegria, amor dentro de mim, existe também uma agonia que não me deixa em paz. Dúvidas que perseguem meus pensamentos quando estou olhando para o nada, que invadem meus sonhos e transformam cenas de romance em terror, melodias em ruídos, doce em azedo, e assim por diante. Só queria por um momento esquecê-las e lembrar-me do “ele”... Ah, como ele me faz bem... Se ele soubesse...