sábado, 10 de novembro de 2012

Meu anjo,

Eu sei que a gente se conhece há pouco tempo, mas já sinto algo por você. Pode me chamar de doida e alucinada, mas posso lhe dizer que sua bondade é tão grande que não precisa de muito tempo para conquistar as pessoas, e assim foi comigo. Sim, você me conquistou. Também aprendi muitas coisas com você, o que é bom. Coisas bem valiosas, devo dizer. Considere-se um garoto de sorte, pois seu jeito vale ouro. Eu poderia escrever textos e mais textos dizendo o quanto você é admirável, mas acho que você se cansaria de ler. Poderia até escrever um livro, pois não me canso de dizer: "Você é perfeito". Eu nunca disse isso? Nossa, que erro meu! Me desculpe por isso, não se repetirá. Menino, você é exatamente, extremamente, tudo mente, perfeito do jeitinho que é! Por favor, continue assim. E se possível, passe sua sabedoria adiante, porque se todos os garotos fossem como você, nenhuma garota trocaria de namorado. Obrigada por ser assim e por me ensinar tudo o que aprendi com você! Eu sei que você só gosta de mim como amiga, mas não consigo esconder..

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Seu Jeito

Quero tanto te falar
Mas não sei como
O mais rápido possível
Que eu te amo

Então vivo a pensar
Em uma maneira
De te conquistar
E te fazer perceber
Que eu não vivo sem você

Fico pensando em coisas
Como o seu olhar
Que à luz do sol
Me faz flutuar

Seu jeito lindo me atrai
E me faz imaginar
Como em seu coração
Seria estar

Seu jeito perfeito,
Lindo e cincero
Me inspira a escrever
Exatamente o que eu quero

Só me falta agora saber
Se comigo você quer caminhar
Nessa estrada de ilusões, eu prometo
Que para sempre vou te amar...

A Menina De Pano

"Chore, criança. Derrame em seu travesseiro velho e meio empoeirado suas delicadas e doces lágrimas de mel.", sussurrava suavemente uma voz grave e aparentemente desconhecida nos pensamentos da menina. "Será que, na época em que fizera esta música, Beethoven sabia que Moonlight seria tão importante para mim? Imagine.. Será que fizera especialmente para mim?.. ", pensava. A voz se misturava com seu pensamentos, formando um mundo de ideias, perguntas, respostas, etc. Será a voz de um anjo aquela que lhe acalma e lhe dá paz ou será apenas um delírio de uma adolescente em crise?.. Não se sabe. Por enquanto, sabe-se apenas que essa tal voz é, logicamente, do bem. Disso é difícil duvidar, pois seu humor, seus gestos, sua aparência, e até mesmo seu jeito de escrever mudam conforme surgem relatos de que ela tem ouvido a tal voz. "Será que mais pessoas as ouvem? Será que eu fui escolhida para algo, como nesses filmes que passam na televisão às vezes? Será que meus amigos e minha família também ouvem essas vozes?", e os pensamentos não param.. Em um certo dia de outono, a menina decidiu dar umas voltas em seu bairro para respirar ar puro e pensar um pouco. Em sua casa não havia muita harmonia, nem entre as pessoas que lá viviam e nem entre os animais que de vez em quando apareciam. Era um quintal largo que havia nos fundos, por isso todos os tipos de passarinhos faziam a festa de dia e os morcegos de noite. Parecia mesmo uma floresta, de tanta planta que havia. Quando pequena, a menina gostava de brincar de "Faz de Conta", fingindo que todas as plantas eram mágicas e falavam, que os passarinhos eram imensas aves como aquelas que via em filmes de ficção científica onde era possível voar através das nuvens montado em uma, imaginava que aquele cimento ou concreto do chão era terra fresca e úmida das chuvas de gotas de água clara e limpa que um dia escorreram por um rio que havia bem perto dali, águas tão puras que chegavam a ser própria para consumo. Imaginava tanto que até perdia o fôlego, mas nunca a criatividade. E como tinha criatividade.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Humildade Sem Orgulho

   Por que achamos que tudo estará ao nosso alcance? Ao longo do tempo, venho percebendo que algumas coisas realmente não valem a pena. É quando eu penso: Por que as pessoas vão querer algo que não as fazem bem? Não as entendo. Nunca entenderei, para ser exata. O que mais me deixa indignada é a ironia que algumas pessoas conseguem, que por sinal de quase fraqueza eu simplesmente não consigo. É impressionante o modo como algumas pessoas conseguem ser tão irônicas que chegam ao que eu costumo chamar de "Estado Sólido", que é quando elas acabam se tornando frias. Uma das maiores dádivas da vida é o perdão, coisa que muitas pessoas ainda não entendem. Na minha opinião, verdadeiro sentido do perdão é o recomeço. Quando uma pessoa perdoa alguém ou é perdoado, é como se ambos os lados do caso se abrissem para um novo caminho, é como se a pessoa que perdoa desse uma nova chance à perdoada de refazer, mas desta vez fazer certo, o que quer que ela tenha feito. Mas, infelizmente, hoje em dia há poucas pessoas de alma pura dispostas a realizar esse ato de carinho, acolhimento, compreensão, um ato de pessoas que contém bom coração, e diria também que um ato de quem é inteligente. Apenas pessoas inteligentes tem capacidade de entender o que as outras falam. A questão é: Como ser inteligente? O primeiro passo é deixar a ignorância e o orgulho de lado. Isso é muto difícil para algumas pessoas, mas não impossível. E não adianta fingir que deixou, tem que deixa-los de corpo e alma. Sabe, a ignorância e o orgulho são fatores que agem facilmente no carater de algumas pessoas, e isso atrapalha muito as pessoas boas, e principalemte a mim. Sinto-me realmente encomodada com tais características. Às vezes me pergunto para que servem. Acho que servem apenas para causar problemas. Porque pense bem, apartir deles, aparecem muitos outros defeitos, o que eu costumo chamar de "Sujeitos Indesejáveis". Acho que acabei de achar o núcleo de um dos sete pecados: Ira. Ah, como fujo dela. Difícilmente nos encontramos, pois sou e tento ser uma pessoa muito tranquila, assim como meu pai. Nossa, admiro sua paciência. Às vezes parece que nada o abala. Não importa o que façamos, ele não faz o que eu costumo chamar de "Explodir". Às vezes fico cheia do mundo e das pessoas à minha volta, que fazem com que ele pareça pior, e desconto toda a minha raiva em algo ou algém. As pessoas que já me conhecem sabem exatamente o que fazer, e me entendem quando eu estou prestes a explodir. Acho que é o que todas as pessoas ignorantes e orgulhosas deveriam fazer de vez em quando. Simplesmente explodir. Não aos poucos, e sim de uma só vez, para depois a alegria e humildade virem de uma só vez também.

sábado, 6 de outubro de 2012

Longe de Casa

   Eu não sou daqui. Não sei de onde sou, por isso fico tentando imaginar de onde vim, onde deveria estar ou onde devo ir. Acho que sou de algum planeta desconhecido com um nome estranho, como "Platinger" ou "Lacroste". Bem estranhos, eu sei, mas não sou muito boa em criar nomes para planetas. Eu nunca pensaria em Saturno ou Marte, ou Júpiter, por exemplo. Talvez eu deveria morar na casa da esquina, talvez eu deveria estudar bastante para criar uma máquina do tempo e morar no passado ou no futuro, talvez eu deveria morar com uma pessoa rica, de preferência parente, que possa me sustentar, ou talvez eu apenas deveria continuar morando onde moro até terminar os estudos para comprar uma casa para eu morar. Acho que vou ficar com a última opção, só por precaução.

Dia de cansaço

Raiva, tristeza, já não sei mais o que eu sinto. Não tenho certeza de nada mais, apenas que está envolvido com cansaço. Sim, cansaço. Mas por que cansaço? Ora, porque já estou cansada até de me cansar.. É sempre a mesma história, sempre os mesmos personagens e o mesmo tema. Será que isso nunca muda? Será que vou ter que aturar para sempre essas cenas que me machucam por fora e me quebram por dentro em tantos pedaços que eu nunca vou conseguir juntar?.. Não tenho tempo suficiente para recolhe-los, pois se eu for tentar, precisarei de muito mais tempo do que o tempo que tenho para viver. Então por isso me pergunto: "Por que tem que ser tão repetitivo?.." Chega a ser desnecessário.. Para que tanto escândalo, tanta encenação? Vivemos em um cinema? E eu? Se esqueceram de mim? Eu sou a platéia?? Só sirvo para isso????... É constrangedor, em algumas das vezes, falar sobre isso... 

sábado, 11 de agosto de 2012

Querido pai,


Sei que não é de meu costume escrever cartas, sei também que não é de seu costume receber cartas, mas às vezes temos que sair um pouquinho da rotina, e essa é uma dessas vezes. Bom, primeiramente, sem querer ser desagradável ou grosseira de forma alguma, você está se tornando insuportável. Antes não achava, pois não intendia muito da vida, mas de lá para cá eu vi coisas, eu ouvi, senti, e mais ainda, eu tenho coisas. Coisas que me assombram, mas isso não vem ao caso. Você deve pensar em mim como uma criança que não sabe o que fala, mas acredite em mim, eu aprendi muito com o tempo e me foquei, acima de tudo, em aprender sobre você. O que você faz; Como você reage quando falo de certas coisas, como o cigarro; Sobre o que, mais ou menos, você fala quando está bêbado; Como eu faço para ter pelo menos um pouquinho da sua atenção; Como faço para fazê-lo perceber que o que eu falo é para o seu próprio bem, o que eu já estou cansada de ouvir de muitas pessoas e sei que você também está; Entre outras coisas. Sei que é desagradável falar sobre esse assunto, mas tenho que tentar lhe convencer, afinal, eu só tentei quando você estava bêbado, então... É com um grande aperto no peito que escrevo esta frase, pois você não tem noção do quanto me dói apenas lhe observar sentado na mesa da cozinha com um olhar caído, cheirando mal, xingando e falando besteira. Me dói mais ainda lembrar do passado, de quando derramava lágrimas e mais lágrimas apenas de ver meus pais, as pessoas que eu mais amava e que eu mais amo discutindo, agredindo uns aos outros verbalmente e fisicamente. Apesar de tantas lágrimas derramadas, não foram nada comparadas às que derramei quando tudo se acalmou e dei graças à Deus que todo o sofrimento acabou, que aqueles dias em que minhas pequenas mãos não conseguiam tampar meus ouvidos para não ouvir os xingamentos e os gritos acabaram. Naqueles dias, palavras feias das quais eu nem sabia o significado entravam em meus ouvidos, brigas das quais eu nem sabia o motivo eram vistas por meus olhos, cheiros que eu nunca havia sentido como o cheiro de bebidas alcóolicas eram sentidos em meu nariz. Eu nunca quis passar por essas coisas, mas passei. Eu odiava ter que assistir suas brigas, mas assisti. Eu odiava ouvir a voz de vocês ser usada para coisas ruins, mas ouvi. Eu ouvia cada palavra, assistia cada briga, e chorava em todas elas também. Eu tinha um sonho, provavelmente o sonho que toda criança tem, de ver meus pais juntos e felizes, me abraçando e fazendo coisas boas, coisas que eu gostava de fazer junto comigo. Às vezes eu conseguia isso, mas a alegria que eu conseguia juntar logo era arrancada do meu peito para dar espaço à tristeza que suas brigas me faziam acumular. Sei que existem muitas pessoas no mundo que passaram ou passam por situações iguais ou até bem piores do que essas, por isso só essas pessoas sabem como isso dói. Às vezes parece que meu corpo não aguentará toda essa dor, mas eu acabo chorando e melhoro. Bom, agora que você sabe mais ou menos o que eu sinto, queria lhe dizer, derramando mais lágrimas, que você não consegue imaginar o quanto eu te amo e o quanto eu agradeço por você ser meu pai mesmo me decepcionando às vezes e me fazendo chorar, pois eu choro justamente porque me importo com você, porque quero apenas o seu bem, e por que eu não iria querer nenhum outro pai a não ser você. Para mim você é o melhor pai do mundo, não importa o que as outras pessoas dizem e o que você fez ou faz, pois você é o meu pai.


De sua filha,
Ana Alice

terça-feira, 31 de julho de 2012

Amor,

   Desculpa. Desculpa se às vezes sou muito.. não sei.. infantil.. Desculpa se às vezes faço coisas estranhas ou chatas como dar atenção ao Alan enquanto falo com você no telefone.. Às vezes sinto que não sou legal o suficiente para estar com você. Acho que isso acontece porque eu te amo tanto que acabo esquecendo de amar a mim mesma, mesmo lhe conhecendo a pouco tempo. Nossa, como é bom poder expressar isso.. Como é bom amar! Sempre quis dizer que amo alguém. Já disse muitas vezes para muitas pessoas, mas não "verdadeiramente".. Nunca havia sentido esse sentimento tão forte que sinto por você.. Nunca havia amado como eu te amo! No começo não tinha certeza, mas agora eu sei.. Você é a pessoa com quem eu sempre sonhei! De todos os meus desejos, você é o que eu mais necessito, de todas as melhores coisas do mundo, você é a melhor.. Amo tudo em você.. Amo seu jeito doce e meigo de falar comigo, o jeito como invade a minha mente e me deixa pensando somente em você e olhando para o nada ao mesmo tempo, amo quando adivinha meus pensamentos, amo quando você é fofo comigo, amo seu estilo, seu rosto, seu cabelo, sua doce boca, seus beijos que me fazem flutuar e esquecer de tudo e de todos por serem tão bons e merecerem tamanha atenção, amo te fazer feliz ou pelo menos tentar e, acima de tudo, o modo como inesplicavelmente você me faz tão feliz.. Para mim, é incomparável a beleza da sua alma com a junção de todas as coisas boas do mundo.. Mesmo poucas vezes, eu consigo sentir coisas boas em você, principalmente quando olho nos seus olhos.. Ah, meu amor, se você soubesse o bem que ter você aqui, dentro de mim, me faz... <3

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Mãe..

Estou chorando aqui porque ontem minha mãe quase quebrou o meu dedo sem querer e depois disse bem feito.. No outro dia ela esfregou a minha toalha no meu rosto porque eu falei que a toalha estava apenas úmida e ela disse que estava molhada.. Essa com certeza não é a minha mãe, que me criou com carinho mesmo nas horas em que eu chorava por conta dos gritos de suas brigas com meu pai. Sim, aquela era uma boa mãe.. Ela me confortava, mesmo sabendo que nada estava bem.. Ela me dava carinho e amor, mesmo não tendo tanto.. Mesmo bêbada ela cuidava de mim.. Não sei quem é essa pessoa que caminha ao meu lado e que diz ser minha mãe.. Se ainda houver um pouco daquela mulher que para mim era tudo antigamente, espero que ela comece a recuperá-la, porque nas horas em que mais preciso ela não está.. Mãe, volta, por favor.. Essa outra aí está acabando comigo.. ='(

domingo, 22 de julho de 2012

Olhares da alma

Eu diria que consigo enxergar, nas pessoas, suas almas por seus olhares. Afinal, é o que eu mais reparo e admiro nas pessoas; os olhos. Ah, como me fascinam... Sinto uma estranha atração por olhos, independentemente da cor. Sinto que minha alma adquiri informações sobre as outras apenas pelo olhar, por observar atentamente os detalhes dos olhos de uma pessoa ou até mesmo de um animal. Isso pode até parecer meio estranho, mas de vez em quando estranheza é melhor que normalidade. De vez em quando sinto minha alma pesada e sinto que preciso descarregar todo esse peso de alguma forma, mas me preocupo com o destinatário de todo esse peso. Me preocupo por experiência própria... Algumas pessoas não gostam de dividir esse peso, até porque elas não aguentariam, e mesmo que aguentassem eu mesma acreditaria que elas não aguentam, pois elas não reconhecem o quão grande isso se tornou dentro de mim. Sinto uma forte vontade de contar à elas tudo o que eu sinto, mas não entenderiam... Ninguém entenderia... Às vezes me revolto porque as únicas pessoas que eu tenho quase certeza de que me ajudariam nessa agonia não conseguem achar uma solução confortável para esse caos e, ao contrário do meu objetivo, acabam aumentando essa grandiosa e dolorosa confusão de sentimentos magoados. Sim, vivo em meu próprio mundo desmoronado por quase todas as pessoas que já passaram por ele. Algumas passam e levantam os tijolos caídos, mas sempre há as maldosas e incompreensíveis que passam e destroem todo o árduo trabalho que as outras tiveram para me ajudar a reerguer as paredes desse meu mundinho... Sei que não é fácil e sei que não sou a única, mas apenas eu sei o quanto isso dói e o quanto isso me destrói por dentro. Penso em chorar, mas meus olhos se recusam a deixar uma gota a mais cair, pois com todas que já derramaram seria possível construir mais de trinta poços bem fundos de pura tristeza, solidão e amargura, e nem meus sorrisos falsos conseguiriam cobrir todos esses reservatórios como conseguem esconder meu passado. 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Frazes de amor..

"Quando ouvia músicas bonitas eu chorava por me emocionarem, agora eu sorrio porque lembro de você."
"Quando estou com frio lembro-me do calor do seu beijo e logo volto ao normal."
"Meus pais arrancaram minhas asas me impedindo de voar, mas você me mostrou que existe paraíso na terra."
"Seu sorriso vai além da escuridão, iluminando meus caminhos, meus pensamentos e minha alma."

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Baseando-se na obra de William Shakspeare, criei as seguintes estrofes:

Não importa o quanto você queira,
O quanto você se esforce,
Algumas coisas não serão obtidas
Fora do seu tempo,
Assim como o conhecimento.

Sem esforço não há recompensa,
Mas isso não quer dizer
Que sem recompensa
Não possa haver esforço.

Não importa o quanto demore,
Um dia chegará
E você tem que estar pronto desde já.

Por que por que

Por que comer?
Por que beber?
Por que saber?
Por que aprender?

Por que ler?
Por que escrever?
Por que existir?
Por que viver?

Por que ter?
Por que não ter?
Por que perguntar?
Por que entender?

Por que ir?
Por que vir?
Por que chorar?
Por que rir?

Por que enxergar?
Por que não ver?
Por que questionar?
Por que por que?

Nunca saberemos
O porquê do por que
Mas pelo menos sabemos
Que o porquê é uma dúvida
E nem todas as dúvidas
Poderemos responder.

O problema das pessoas


Hoje cheguei à conclusão
De que o adjetivo “perfeito” não existe.
Existe?
Então por que nunca apareceu
Um exemplo sequer
Desse tal adjetivo?

As pessoas sempre falam demais,
Falam pouco,
Mas nunca falam somente o necessário.
As pessoas sempre dão muito carinho,
Dão pouco carinho,
Mas nunca o necessário.

Mas uma coisa eu aprendi,
Concordo e repito:
“A perfeição está nos olhos de quem vê”
Uma frase sábia, muito popular.

Atadolfo - Uma nova aventura...

   Atadolfo sonhava em voar por aí, através e por cima das nuvens vendo a cor que o sol dava a elas. Porém a natureza não permitia, pois Atadolfo era um cão, e como todos sabem, cães não voam.
   Logo Atadolfo não desistiu e foi atrás do seu sonho; pulou de um sofá velho que dormia na calçada de uma rua quase deserta, mas não obteve muito sucesso. Por sorte uma almofada caíra no chão bem na hora que Atadolfo pulou em direção ao meio da rua.
   Ao ver aquela cena, Melissa que acompanhava atentamente da casa em frente a tentativa fracassada de Atadolfo, foi imediatamente ver se ele estava bem. Atadolfo olhou em seus olhos com um olhar triste, comovendo melissa. Ela não sabia muito bem porque ele estava triste, mas só de vê-lo sozinho sentiu um grande aperto no peito, então resolveu adotá-lo.

A luta

 Ele me olhava atentamente. Eu também o encarava, pois odiava ser chamada de fraca pelos amigos, e assim tentava dar uma de valente às vezes. E então, depois de tanto olharmos um para o outro tão atentamente, começamos. Eu o apertava com cada mão em um lado de seu corpo meio chato e gelado, e ele apenas estalava. Seu sofrimento era notável, mas o que posso fazer se minha satisfação era impaciente. Ele era resistente, mas eu também. Não tive dó nem piedade: taquei-lhe água fria. De branco ficou transparente. Depois disso foi mamão com açúcar. Foi só entortar um pouquinho de cada lado que ele rapidinho soltou da forminha. Só pensei uma coisa: “Ah, esses gelos de hoje em dia...”. Dei gargalhadas de mim mesma naquela noite até a hora de ir dormir. As gargalhadas foram tão altas que cheguei a interromper o filme que meu pai estava vendo. Aquele momento parecia uma cena. Meu pai, sério, olhou para mim com uma cara bem estranha. Não sei o que ele quis dizer, ele não é de falar muito, mas tenho certeza que assim como eu deu gargalhadas por dentro.

Fracasso

  Estou triste. Não sei o que está havendo comigo.Não sei o que vou fazer no futuro, e as pessoas ficam me cobrando isso o tempo inteiro. Dizem que tudo vai ser bem mais difícil daqui para frente, e eu fico pensando: Será que vou conseguir? Será que sou capaz? Não sei porque, mas de repente surgiu uma insegurança dentro de mim. Às vezes tenho certeza de que sou capaz, mas logo me imagino fracassando no futuro, e percebo que isso seria estremamente doloroso. Acho que é desse ponto que me surge a insegurança. Espero que ela passe rápido, pois não gosto desse sentimento.

Voltei nas nuvens

 Voltei nas nuvens. Estava pensativa, apesar do falatório. Fiquei impressionada como três pessoas podem falar tanto a ponto de às vezes interromperem meus pensamentos. E estavam tão interessantes... O carro balançava muito, pois era um fusca meio velho. Não sei direito se era mesmo, não reparei nele, pois só conseguia pensar “naquele” momento... Ah, como foi bom, e durou tão pouco... Eu queria que durasse uma eternidade... Uma não, duas! Melhor, todas! Todas as eternidades que um ser humano pode imaginar, ou até mais se puder... Ah, apesar do jeito de durão, ele é tão carinhoso... Dissera que eu era a única garota legal que conhecera. Será verdade? Será que está me enganando? Estarei me iludindo se pensar nele todos os dias antes de dormir só para sonhar com ele? Ah, e ainda tem o outro... O “outro ele”... Ah, e como esse “outro ele” me faz feliz... Apesar de tanta felicidade, alegria, amor dentro de mim, existe também uma agonia que não me deixa em paz. Dúvidas que perseguem meus pensamentos quando estou olhando para o nada, que invadem meus sonhos e transformam cenas de romance em terror, melodias em ruídos, doce em azedo, e assim por diante. Só queria por um momento esquecê-las e lembrar-me do “ele”... Ah, como ele me faz bem... Se ele soubesse...

Perfeição


 Por que as pessoas exigem tanto de mim? Principalmente meus pais. Eu sempre observo seus defeitos e consequências, pois toda ação tem uma reação, e na maioria das vezes essa reação não é muito boa. Enquanto observo, não interfiro uma vez sequer em suas ações, por mais que minha consciência me implore e por mais que a tristeza que eu sinto ao observá-los quase faça a minha cabeça. Não interfiro porque sei que meu ato de bondade não irá adiantar, pois esquecerão minutos depois, e até corro riscos de apanhar. Do meu pai não, mas da minha mãe, por mais que seja difícil ela me encostar a mão, pois tenho medo de que ela abra uma exceção. Eles também vivem reparando meus defeitos, esperando que eu me torne perfeita e seja toda certinha para que eles possam se exibir, levar todo o crédito, me usar como um batom ou um perfume de marca, ou até uma máscara da perfeição. Sei que eles querem apenas o meu bem, que me amam como qualquer outro pai ou outra mãe ama seu filho ou filha, mas às vezes parece que eles estão apenas me preparando para vencer na vida e levarem todo o crédito com aquele papo de que eu consegui chegar até lá porque eu tive uma ótima criação, mas não é bem assim. Eu conseguirei chegar até onde chegarei não só pela minha criação, mas também por aprender na escola, com erros e defeitos, a escolher amizades que me ajudem a subir degraus para que eu olhe para trás e veja uma escada e escolher, com pelo menos um pouquinho de sabedoria, um bom caminho para seguir com a cabeça erguida, mesmo que eu encontre algumas pedrinhas como obstáculos. Afinal, tenho pessoas que com certeza me ajudaram e ainda me ajudarão muito a ultrapassa-los.

Pensamentos embaralhados


 É interessante o modo como tudo acontece. O pior é que as pessoas, na maioria das vezes, culpam o coitado do destino. Talvez ele não seja tão coitado assim, talvez ele realmente tenha culpa, mas cada pessoa tem o seu jeito de interpretar os acontecimentos, seja uma coincidência ou não. Esse texto está um pouco sem sentido, eu sei, mas os meus pensamentos estão meio embaralhados no momento. Nem sei mais se dois mais dois são seis ou oito. Acho que eu preciso relaxar um pouco. Mas, o que estou dizendo? Vou ter três dias para relaxar por conta do feriado de sexta-feira.

Pais e filhos

 Estou com raiva. Não posso isso, não posso aquilo, sempre ganho um “não pode” como resposta. Por que pelo menos uma vez não não dizem “Sim, você pode” em vez de “Está maluca? É claro que não pode!”? Os adultos são assim mesmo. Sempre proibindo o que eles vêem como um risco para o nosso crescimento. Mas o que eles precisam colocar em suas cabeças quentes é que os filhos deles não serão crianças para sempre, e assim como um passarinho precisa sair do ninho e cair um pouco do galho antes de dar o seu primeiro vôo, nós, adolescentes que eles julgam ainda crianças mesmo com quatorze anos de idade, o que eu considero bastante adolescente, precisamos de um pouco de liberdade para que possamos errar e aprender com nossos erros.

O mundo e seus habitantes


   Por que a vida é tão cruel? Talvez não seja, mas a coincidência a torna assim. Ah, como eu odeio a coincidência às vezes! Ela, muitas vezes, nos torna agressivos, e nos força a fazer coisas que não gostamos, e isso é péssimo em alguns casos. Hoje meu professor discutiu com minha “turma de eletiva” sobre que sentido tem uma frase que diz mais ou menos que a magoa é água parada que um dia transborda. Vieram-me várias coisas em mente no momento, fotos, situações ocorridas, histórias engraçadas ou tristes, enfim, milhares de coisas que eu não conseguiria descrever em um só texto. Mas a que mais me tocou foi a idéia que ele me passou de que não é bom guardar mágoa de outras pessoas, pois é exatamente isso que está acontecendo com o mundo, as pessoas estão muito magoadas, dentre outras milhares de coisas, pois para mim o mundo está se estragando não por só essa idéia que ele citou, mas também pelas pessoas “sujas” que o ocupam. Sujas no caso eu digo as pessoas, por exemplo, que traem, roubam, mentem, agem com falsidade, enfim, que causam problemas. Isso soa mais ou menos como uma revolta, mas não é bem assim. Existe sim uma raiva em mim e aposto que em outras pessoas também sobre esse assunto, mas é uma raiva que não acumula, está sempre transbordando de um jeito ou de outro, e eu acho que é isso que o professor quis nos passar hoje, nos dizer para não acumular-mos a raiva, deixar-mos escorrer por água abaixo, pois ela é como álcool, nos sega e força-nos a fazer coisas que não queremos.

Idéias

 Estou sem inspiração para escrever. Procuro em meu quarto, coisas que me inspirem como os desenhos de vários temas feitos por mim mesma pregados na parede, os objetos jogados em minha mesa, o vazio que acabo de reparar ao lado da minha cama, enfim, coisas que me levem a escrever algo, e parece que está dando certo. É estranho falar de uma coisa que já está acontecendo. Só de pensar tanto já estão desaparecendo minhas ótimas idéias que surgiram apenas com a introdução deste texto. Talvez não seja só por pensar, talvez seja também pela música que se repete várias vezes e entra em minha mente como uma pele suave acariciando meu rosto com um algodão. Então eu penso: “Só poderia ser Beethoven mesmo...”. Mas o sono é grande, e logo minhas pálpebras vão colar os meus cílios superiores em meus cílios inferiores e minha cabeça digitará coisas anormais no teclado do meu computador quando eu perder os sentidos e pegar no sono. Após este raciocínio tenho quase certeza que o paradeiro das minhas idéias ocorreu por conta do tremendo sono que estou sentindo mesmo. Não tenho mais forças para continuar, porém, a vontade é tão grande que o sono é quase nada ao seu lado. Mas, mesmo assim, tenho que me render, pois estas idéias podem aparecer amanhã, e eu quero dormir cedo para acordar cedo para expor elas antes que elas sumam para sempre e produzir mais e mais textos para que no natal, que já está chegando, eu possa ter uma oportunidade de mostrar as outras pessoas que eu não preciso de presentes, pois já tenho o maior presente de todos, que é o orgulho que tenho de mim mesma por ter seguido sempre pelo bom caminho e ter uma excelente alfabetização que eu considero um dom, pois admiro muito meus textos e amo escrever e ler, pois meu conhecimento, meu lado intelectual, tudo começa por aí. Ler não só estimula a capacidade da escrita como também muda, geralmente, o comportamento das pessoas, aprimora os conhecimentos e os sentimentos, desenvolve o raciocínio, dentre outras maravilhas que tem como qualidade esta atividade essencial na vida de todas as pessoas, sem exceção.

Confiança


   Estou confusa, pois não sei em quem acreditar ou confiar. Acho que eu não confio nem em mim mesma, por enquanto. Minha consciência, que deveria me guiar pelo caminho certo, está me levando a fazer coisas em que a consequência machuca muito. Estou com saudades de quando tudo era muito fácil e eu não ligava muito para a vida, pois viva protegida por meus pais. Pena que um dia essas asas caem, e temos que aprender a conviver com as complicações da humanidade.
   Para minha sorte, tenho pessoas à minha volta que me ajudam a passar esses momentos ruins me enchendo de alegria e esperança de que tudo acabe bem, mesmo que algumas delas não percebam. Não são todas que me alegram, claro, porém não ligo para as que me entristecem, apenas rejeito a tristeza.
   Meu humor varia, dependendo de onde eu esteja e quem fale comigo. Não acho nada justo as pessoas que gostam de mim e que querem o meu bem sofrerem pelo meu mau humor às vezes, mas acontece.  Quando me dou conta do que fiz, já é tarde de mais. A maioria delas me perdoam, porém existe sempre aqueles 2% que ainda guardam raiva em seus corações, e acho que essas pessoas deveriam ter um pouco mais de paciência, pois assim como eu as perdoo, peço pelo o que elas podem me dar, o perdão delas.

A capacidade dos seres humanos


   A capacidade do ser humano é incrível. O poder que ele aparenta de ter tudo em suas mãos; a capacidade de poder mudar o outro tanto na opinião e no caráter quanto na aparência física ou não; a inteligência que ele transmite chamada conhecimento e a tal forma como ela é transmitida; a capacidade de ultrapassar obstáculos; isso tudo me deixa muito pensativa.
   A ideia de que “se eles podem, eu também posso” já está longe das minhas à essa hora, pois tudo o que consigo fazer é observar o desenvolvimento humano, tanto na tecnologia, que para mim é o desenvolvimento mais importante, quanto em outros, como a ciência, que está se realçando e evoluindo cada vez mais, pois a inteligência do homem está crescendo, apesar de algumas pessoas não usarem-na de forma apropriada.
   Hoje mesmo eu fui ao jornaleiro e vi uma revista com o título: “A ciência espírita”. Deu-me uma curiosidade de saber sobre o que se tratava, que tipo de conhecimento eu iria adquirir, mas ao mesmo tempo eu tive medo. No momento achei uma bobagem esse meu medo, mas ao pensar bem eu conclui que é normal, pois isso é o que mais acontece com as pessoas, terem esse medo que por algumas pessoas é chamado de “Medo do desconhecido”.
   Nesses últimos dias parece que eu não consegui pensar direito, que parei no tempo, não sei bem ao certo explicar a sensação. Tenho percebido que meus sentimentos estão desaparecendo, pois quase não sinto mais tristeza, nem amor, nem ódio, nem paixão, nem raiva, nem alegria, nem nenhum outro. Ainda bem que não os perdi totalmente.
   Não consigo tempo para ler e nem para escrever, apesar dessas serem as atividades que mais gosto de fazer. Não sei bem ao certo o que fazer, apenas vou vivendo e deixando a vida me levar. Apenas espero que por esse caminho que estou seguindo eu possa chegar ao lado bom. Aliás, não gosto do lado escuro, por isso não quero que o caminho que as outras pessoas estão seguindo dê lá, principalmente as que assim como eu as gosto também gostam de mim.
   Realmente, a capacidade do ser humano é incrível.